segunda-feira, 20 de outubro de 2008

É isso aí Fábio. Quem quer asfalto?

Quem quer asfalto?Será que ficaremos o resto de nossas vidas achando que o melhor prefeito será o que faz ou fez mais obras? Pelo jeito, e pela vontade da população, infelizmente parece que sim. Nessa semana, a divulgação de uma pesquisa feita pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância, pelo Ministério da Educação e pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação, conclui que investir em educação não dá voto a ninguém. A turma gosta mesmo é de asfalto.Já era notório o fato de que investir em cultura nunca deu voto a ninguém. O atual prefeito, que se comprometeu diante de produtores e artistas criar um fundo municipal de cultura e editais públicos de apoio à cultura, sequer abriu as portas da Fundação Franklin Cascaes para iniciar um debate sobre isso. Aliás, na semana em que se comemora o centenário de Franklin Cascaes, tanto a prefeitura quanto o governo do Estado não moveram um dedo para comemorar à altura do folclorista. Agora está explicado. Se investir em educação ninguém dá a menor bola, quanto menos voto, porque o prefeito perderia seu tempo com cultura?O negócio é pichar toda a cidade, no sentido menos subversivo da palavra, e mais burro dela, que é o de passar piche em todas as ruas, praças, jardins e, claro, na cabeça dos eleitores, já que pouco se importam com isso. Se continuarmos nesse ritmo, teremos que pedir permissão à Claudinha Barbosa, filha do Zininho, pra mudar o começo do hino da cidade. Cantaremos, no futuro: "Um pedacinho de asfalto perdido no mar", porque terra de verdade, só no vasinho de manjericão na soleira da minha janela.-->
A aceitação pública e inquestionável de alguns tópicos na campanha para prefeito da Ilha dos Aterros me impressiona. Aonde foi parar (se é que existiu um dia) o senso crítico e a capacidade de debater os problemas essenciais de uma cidade que se afunda diariamente? Os dois candidatos, no segundo turno, disputam não um cargo público para planejar o futuro de uma cidade visivelmente a caminho do caos urbano, mas uma corrida sobre quem é capaz de fazer ou já fez mais obras.Será que ficaremos o resto de nossas vidas achando que o melhor prefeito será o que faz ou fez mais obras? Pelo jeito, e pela vontade da população, infelizmente parece que sim. Nessa semana, a divulgação de uma pesquisa feita pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância, pelo Ministério da Educação e pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação, conclui que investir em educação não dá voto a ninguém. A turma gosta mesmo é de asfalto.Já era notório o fato de que investir em cultura nunca deu voto a ninguém. O atual prefeito, que se comprometeu diante de produtores e artistas criar um fundo municipal de cultura e editais públicos de apoio à cultura, sequer abriu as portas da Fundação Franklin Cascaes para iniciar um debate sobre isso. Aliás, na semana em que se comemora o centenário de Franklin Cascaes, tanto a prefeitura quanto o governo do Estado não moveram um dedo para comemorar à altura do folclorista. Agora está explicado. Se investir em educação ninguém dá a menor bola, quanto menos voto, porque o prefeito perderia seu tempo com cultura?O negócio é pichar toda a cidade, no sentido menos subversivo da palavra, e mais burro dela, que é o de passar piche em todas as ruas, praças, jardins e, claro, na cabeça dos eleitores, já que pouco se importam com isso. Se continuarmos nesse ritmo, teremos que pedir permissão à Claudinha Barbosa, filha do Zininho, pra mudar o começo do hino da cidade. Cantaremos, no futuro: "Um pedacinho de asfalto perdido no mar", porque terra de verdade, só no vasinho de manjericão na soleira da minha janela.

Matéria postada no blog de fábio Brüggmann em 18 de outubro de 2008
http://bloguedobruggemann.blogspot.com/

Tenho medo de como estará Florianópolis, a terra que escolhi viver, linda com praias desertas e paradisíacas, daqui a uns 20 anos. Nestes 15 em que vivi aqui muitos desmatamentos, crescimento alucinado de arranha-céus e "milionários" tomando conta de lugares de preservação. Dois exemplos são: a descida do Morro da lagoa que hoje vemos mais casas do que as margens da lagoa propriamente dita, a Costa da lagoa já é uma mini cidade, não existe mais aquela trilha linda ao qual desfrutávamos de muitas árvores e caminho de pedras para se chegar a cachoeira. Sem falar na ida para as praias do Norte...construções não param de aparecer, até do outro lado dos morros já se vê os telhados das casa e edifícios.
É...e só querem saber de "tapete preto" ou viadutos para evitar o congestionamento...como se isso fosse adiantar para a quantidade de turista que visita a ilha no verão.
Para não falar da saúde precária, da cultura sem apoio, do esporte sendo mascarado.

Infelizmente...meus sentimentos para quem vai votar e continuar vivendo aqui.

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