
Eu estava escrevendo algo...mas conversando com a minha amiga Marina e procurando alumas inspirações para um futuro texto teatral...encontrei este texto...e como estou vivendo um momento delicado...e difícil...caiu na hora certa!
A ARTE DE FAZER HUMOR COM SERIEDADE...
* Luiz Carlos Fernandes Navarro
* Luiz Carlos Fernandes Navarro
Você se considera uma pessoa bem humorada? De que maneira podemos - se é que existe uma fórmula matemática - mensurar o grau humorístico de alguém? O senso de humor influencia na felicidade ou vice-versa? O bom humor pode curar ou adoecer pessoas? Chega de tantas perguntas, pois isso já está me deixando de mau humor! Brincadeirinha! Enganei o bobo, nas casca do ovo... Piadas à parte, para entender o significado e a relevância deste assunto tão vital para a saúde física, mental e espiritual do ser humano, pesquisei a origem e o significado da palavra humor. Aprendi que ela vem do termo grego Eutimia, que significa "equilíbrio do humor" (eu = normal e timo = humor). As origens da palavra se na Medicina Humoral dos antigos gregos - uma mistura de fluídos ou humores, controlados pela saúde e pela emoção humana. Saber exatamente quando o termo surgiu é difícil, mas na obra do filósofo romano Sêneca (4aC - 65dC) podemos ter uma idéia da importância do equilíbrio do humor na vida das pessoas.
Em A Tranqüilidade da Alma, Sereno pede a Sêneca uma orientação sobre uma importante questão existencial, uma espécie de inconstância da alma que o incomodava. Sêneca responde que o objeto das aspirações dele é uma grande e nobre coisa, bem próxima de ser divina, que é a ausência da inquietação. Aprendi também que "humor" - do latim humore - é uma forma de entretenimento e comunicação humana para fazer com que as pessoas riam e se sintam felizes.
Na Indústria do Entretenimento, por exemplo, dá-se o nome de humorista aos profissionais do humor, independentemente do meio em que ele atua. A televisão (Herman José, Jô Soares), o teatro e o cinema (Charles Chaplin, Buster Keaton, Jim Carrey) têm um lugar privilegiado para estes profissionais, mas também os livros (José Vilhena, em Portugal), revistas e jornais podem ser um terreno fértil para a arte de fazer rir.
Felizmente, nos dias de hoje, o humor é um recurso transversal, ou seja, os benefícios eficazes de seus efeitos são utilizados largamente na Medicina, na Psiquiatria e na Psicologia Clínica, assim como no ambiente organizacional, na educação escolar e na Universidade Corporativa. Portanto, está desmentindo o dito popular "Na prática, a teoria é outra...". Os Doutores da Alegria, grupo criado pelo médico norte-americano Patch Adams, é um exemplo da prática bem-sucedida no Brasil. O programa foi criado há sete anos e implantado em seis hospitais de São Paulo (SP). Um novo núcleo está em funcionamento num hospital de Campinas e em outros dois hospitais do Rio de Janeiro (RJ). No próximo ano, o serviço deve ser estendido a algumas outras capitais do Nordeste também. O psicólogo Martin Seligman, um dos expoentes da Psicologia Positiva e carinhosamente chamado de "Doutor Felicidade", é autor do best-seller Felicidade Autêntica. Ele afirma que os felizes são mais queridos pelos outros e tendem a ser mais tolerantes e criativos. Ele propõe que a felicidade deve ser um exercício diário, feito com gentileza, originalidade, humor, otimismo e generosidade. Conheci pessoas comuns que são verdadeiros humoristas da vida cotidiana, fazendo dela uma verdadeira comédia num teatro de arena, em vários atos.
Uma das cenas que me marcaram foi protagonizada por Inocêncio, o caseiro de uma pequena propriedade rural que possuí. Como de costume, eu visitava a propriedade, e num certo dia em que ele não estava trabalhando, perguntei à sua esposa onde ele estava, e ela me respondeu: - Seu Luiz, o Inocêncio foi até a cidade fazer as compras do mês e deve estar para chegar. Enquanto eu o aguardava, fui vistoriar suas feitorias. Após algumas horas de espera, avistei uma carrocinha se aproximando pela estrada e notei que a mesma parava a cada 100 metros. Aquela atitude despertou minha curiosidade, por isso fui me encontrar com ela na estrada. Chegando mais perto da carroça, notei que Inocêncio parava a carrocinha e descia, andando pelo terreno como se estivesse procurando algo. Ao mesmo tempo falava consigo mesmo e gargalhava muito: - Ha ha ha ha! Como pude fazer isso? O meu bolso está furado! Ha ha ha ha! Surpreendi-o: – Inocêncio, boa tarde! O que aconteceu de tão engraçado? Eu também já estava sorrindo, contagiado pelo seu bom humor, quando ele respondeu: - O "seu" Luiz, boa tarde! O senhor não vai acreditar no que aconteceu comigo! Fui até o mercadinho para fazer as compras do mês e depois de ter enchido o carrinho com as mercadorias, fui pagar no caixa e quando pus a mão no bolso, surpresa! Cadê o dinheiro? Pois, é "seu" Luiz, perdi todo o meu salário e não pude trazer a comida! Ai, a patroa vai me matar! Ha ha ha ha! Eu estava assustado: – E você ainda ri dessa situação? E ele, calmamente, me respondeu: - Mas, "seu" Luiz, adianta ficar nervoso e xingar? Isso não vai resolver nada, e ainda vai piorar minha gastrite. Fiquei sem graça, e a única coisa que pude fazer foi adiantar para ele o salário do mês seguinte, debitando o valor em parcelas nos meses seguintes. Para mim, esta foi uma lição de humor e irreverência com as adversidades da vida. Convivi com o Inocêncio por mais dois anos, até vender a propriedade, e observei-o em várias ocasiões, testemunhando um homem simples, mas extremamente bem humorado, que sempre cantava e ajudava as outras pessoas, mesmo que isto lhe custasse algum prejuízo, de qualquer natureza.
O senso de humor é hoje considerado por pesquisadores do comportamento humano como diferencial competitivo em qualquer carreira profissional. Associado a outras competências, ele é essencial para o sucesso de qualquer profissional! Não podemos nos esquecer de que humor é coisa séria!
E você, tem senso de humor?
* Luiz Carlos Fernandes Navarro é zootecnista, sócio-fundador da Oficina Persona e palestrante. Atua também como consultor corporativo e professor do Senac de Araraquaa (SP).
SIM...SIM...SIM...ETERNAMENTE SIM!
2 comentários:
bom texto fabicaaaaaaa
é isso otimismo bom humor e fzer o bem sempre......mesmoque pareça que estamos perdendo, um dia a gente sempre acaba descobrindo que ganhou muito...papo hippie? pode ser....mas as coisas mais valiosas, geralmente nao podem ser apostadas, nem comparadas nem ostentadas....fazem bem pra gente....la dentro....e pros que nos rodeiam.....e isso é tudo, mas hj em dia a galera tem necessidade de receber bens que possam ser vistos por todos...dai é ferrada......bjbj
pow escrevi autos comentarios aqui e se apagou
humpf!!!!
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